Sempre achei que para manter a sanidade mental era fundamental carregar o botão no OFF quando se sai do local de trabalho!
Mas está difícil....tão difícil!
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Leituras
Acabei de ler a Quinta dos animais do George Orwell (que alguns podem conhecer com o título de "O Triunfo dos Porcos"). Foi um livro particularmente especial para mim, e confesso que estava ansiosa para o ler já há uns bons anos. Quando era pequena (e quando digo pequena é mesmo mini, pois ainda mal sabia ler as legendas), assisti na televisão, juntamente com a minha avó, ao filme em animação baseado neste livro. Ora, para uma miúda, espectava apenas ver bonecos animados com animaizinhos duma quinta. ERRADO! A história marcou-me de tal modo que nunca mais esqueci a frase "Somos todos iguais, mas uns são mais iguais que os outros". Porém, a cena que mais me marcou foi quando o burro foi levado para uma fábrica para virar sabão! A imagem ficou-me marcada...e o que eu chorei na altura!!! E disfarçadamente, claro, que era para a avó não ver! Sinceramente, acho que a minha avó também esperava os típicos bonecos animados da altura...uma espécie de Fábulas da Floresta Verde... ERRADO!
Ora, voltando ao livro, George Orwell (de seu verdadeiro nome Eric Arthur Blair) criticou de uma forma alegórica e extremamente inteligente o nascimento e evolução do socialismo soviético. Sendo lançado em 1945, data dos pezinhos de lã, foi uma pedrada no charco inglês, em que comentar negativamente o regime soviético era algo "politicamente incorrecto", ao contrário da critica constante ao próprio governo inglês (ring a bell!?!).
Se gostei do filme, do livro, amei! Pesado, ácido, duro... muitíssimo bem escrito! E claro, dei por mim a chorar baba e ranho quando o cavalo foi "enviado para o hospital dos humanos". Sou uma lamechas! Será que no filme também era um cavalo e eu é que pensei que era um burro?!
Continuando na literacia, estou a ler "As últimas horas da antiga luz do sol", de Thom Hartmann. Como este livro chegou até mim, é um mistério! Agarrei-o perdido por casa e como não sou de me fazer esquisita, toca a ler. Quando me apercebi que o tema era a ecologia e a situação ambiental actual, fiquei convencida de que era da minha companheira de casa (Eng. do Ambiente), mas nop, não é! Como entrou na minha casa, desconheço, mas até agora está a ser muito, mas mesmo muito bem-vindo!
Ora, voltando ao livro, George Orwell (de seu verdadeiro nome Eric Arthur Blair) criticou de uma forma alegórica e extremamente inteligente o nascimento e evolução do socialismo soviético. Sendo lançado em 1945, data dos pezinhos de lã, foi uma pedrada no charco inglês, em que comentar negativamente o regime soviético era algo "politicamente incorrecto", ao contrário da critica constante ao próprio governo inglês (ring a bell!?!).
Se gostei do filme, do livro, amei! Pesado, ácido, duro... muitíssimo bem escrito! E claro, dei por mim a chorar baba e ranho quando o cavalo foi "enviado para o hospital dos humanos". Sou uma lamechas! Será que no filme também era um cavalo e eu é que pensei que era um burro?!
Continuando na literacia, estou a ler "As últimas horas da antiga luz do sol", de Thom Hartmann. Como este livro chegou até mim, é um mistério! Agarrei-o perdido por casa e como não sou de me fazer esquisita, toca a ler. Quando me apercebi que o tema era a ecologia e a situação ambiental actual, fiquei convencida de que era da minha companheira de casa (Eng. do Ambiente), mas nop, não é! Como entrou na minha casa, desconheço, mas até agora está a ser muito, mas mesmo muito bem-vindo!
E chegou o Outono...
Se deste outono uma folha,
apenas uma, se desprendesse
da sua cabeleira ruiva,
sonolenta,
e sobre ela a mão
com o azul do ar escrevesse
um nome, somente um nome,
seria o mais aéreo
de quantos tem a terra,
a terra quente e tão avara
de alegria.
Eugénio de Andrade
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Sexta...
É Sexta-feira, devia estar em modo-iupi-iaiou, mas estou tão cansada, tão bnharc, que só quero ir para um cantinho qualquer agarrar-me a um livro e "inexistir"... E digo um cantinho qualquer e não o meu sofá (que tem poderes mágicos, é verdade e já foi comprovado!), porque ir para casa implica arrumãções, limpezas e outras coisas que tais....
Mas ainda tenho tanto para fazer antes de ligar o "off"! Ai....
Mas ainda tenho tanto para fazer antes de ligar o "off"! Ai....
Estou a sentir-me em excesso!
Como é que sabemos que não fazemos falta? Quando recebemos uma acta de uma reunião e só falta o nosso nome nas presenças!
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
A continuação da minha história de amor com a EMEL
Há coisa de umas semanas, começaram a pintar os lugares de estacionamento no largo onde moro. "Tão queridos", pensei eu, inocente, naif, ingénua, "estão a tornar o estacionamento mais fácil!". Ora a minha colega de casa, ser mais prático e realista do que eu, ditou a sentença: "Devem estar a preparar-se para colocar parquímetros!".
Assim disse, assim foi! A minha querida empresa Emel, com a qual tenho uma bela relação de ódio-ódio, a convite do meu querido Presidente da Junta, decidiu colocar uns belos parquímetros em toda a zona. Ora a mesma é basicamente uma área residencial! E considero, no minimo, estúpido ter de pagar para estacionar à porta da MINHA casa!!! Danada, em fúria e com ar possuído, dirigi-me à dita Junta para obter informações sobre como obter o digito de residente.
Aguardando, de mão na anca e pé ritmado, numa fila mais longa do que esperava (e porque tenho a sorte de sair cedo, pois como bons FP fecham às 17h30), lá chegou a minha vez. Tenho de pagar 12 euros pelo meu carro, sendo que o segundo carro pagará 42 euros. Sinto-me roubada! Tenho de pagar por um serviço que é inexistente! O que é que obtenho em troca do estacionamento?! Ruas limpas? Estradas arranjadas? Nada disso!
Estava eu nesta resmunguisse, quando entrou a Senhora-da-Frutaria-da-Rua-de-Trás. Chateada, aborrecida e com todo o poder e voz que o avental lhe dava, contou a quem estivesse nos metros circundantes de que tinha de pagar 324 euros só por um lugar de estacionamento. É triste... onde está o incentivo ao pequeno comércio de rua? Onde está o apoio ao comércio tradicional? E a verdade é que, apesar de mais caras, são as melhores frutas que já provei, tudo NACIONAL.
Burros, os que encaminham a população para grandes centros comerciais. Burros os que não estimulam a vida num bairro envelhecido. Burros os que têm um cheque a fazer as vezes de cenoura e não conseguem ver além disso...
Assim disse, assim foi! A minha querida empresa Emel, com a qual tenho uma bela relação de ódio-ódio, a convite do meu querido Presidente da Junta, decidiu colocar uns belos parquímetros em toda a zona. Ora a mesma é basicamente uma área residencial! E considero, no minimo, estúpido ter de pagar para estacionar à porta da MINHA casa!!! Danada, em fúria e com ar possuído, dirigi-me à dita Junta para obter informações sobre como obter o digito de residente.
Aguardando, de mão na anca e pé ritmado, numa fila mais longa do que esperava (e porque tenho a sorte de sair cedo, pois como bons FP fecham às 17h30), lá chegou a minha vez. Tenho de pagar 12 euros pelo meu carro, sendo que o segundo carro pagará 42 euros. Sinto-me roubada! Tenho de pagar por um serviço que é inexistente! O que é que obtenho em troca do estacionamento?! Ruas limpas? Estradas arranjadas? Nada disso!
Estava eu nesta resmunguisse, quando entrou a Senhora-da-Frutaria-da-Rua-de-Trás. Chateada, aborrecida e com todo o poder e voz que o avental lhe dava, contou a quem estivesse nos metros circundantes de que tinha de pagar 324 euros só por um lugar de estacionamento. É triste... onde está o incentivo ao pequeno comércio de rua? Onde está o apoio ao comércio tradicional? E a verdade é que, apesar de mais caras, são as melhores frutas que já provei, tudo NACIONAL.
Burros, os que encaminham a população para grandes centros comerciais. Burros os que não estimulam a vida num bairro envelhecido. Burros os que têm um cheque a fazer as vezes de cenoura e não conseguem ver além disso...
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Mother's Day
Este Sábado foi bastante produtivo!
Fui à Feira Alternativa, este ano no Jardim Tropical, em Belém. Ia interessada numa palestra sobre Xamanismo que acabou por ser somente publicidade ao Congresso ou Encontro de Xamanismo que estão a programar para o fim do mês. Desilusão! Vi algumas coisas interessantes, mas cada vez mais acho que a Feira Alternativa está a transformar-se num encontro de charlatães a venderem os seus produtos, o que me deixa bastante entristecida, pois deveria ser um local de mostra de novas ideias e não apenas para ganhar dinheiro à custa do outro. Enfim...Este ano fui porque tinha convites, para o ano não sei se vou!
Quanto ao Dream Home...não é o meu estilo de filme! Demasiada parvoíce para o meu gosto! Mas posso concluír que ainda bem que não há nenhum apartamento à venda no meu prédio...
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