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quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Excertos do livro “O Guia para Gatos sobre Seres Humanos”

Estes são alguns excertos do livro “Guia sobre Seres Humanos para Gatos” que foi encontrado na posse de um gato.

Sirius e Scaramouche

Porque precisamos dos humanos?
Decidiste adquirir um humano. Ao fazê-lo, acabas de te juntar aos milhões de outros gatos que adquiriram estas estranhas e por vezes frustrantes criaturas. Vão existir inúmeros momentos, durante o período de associação com humanos, em que te vais questionar por que motivo te deste ao trabalho de os agraciar com a tua presença.

O que há de tão bom em ter um humano? Porque não passar o tempo com outros gatos? Os nossos maiores filósofos debateram-se com esta questão durante séculos, mas na verdade, a resposta é simples:

Eles têm polegares oponíveis.

O que os torna na ferramenta perfeita para desempenhar tarefas como abrir portas, tampas, latas, mudar o canal de televisão e outras tarefas que nós, apesar das nossas óbvia superioridade, temos dificuldade em fazer sozinhos. Os chimpanzés, orangutangos e lémures também têm polegares oponíveis, mas não são tão fáceis de treinar.



Como e Quando Obter a atenção do Humano
Os humanos frequentemente assumem de forma errada que há outras tarefas mais importantes do que responder às nossas necessidades imediatas, tais como cuidar dos negócios, passar tempo com a família ou até dormir.

Apesar deste terrível inconveniente, podes conseguir fazer com que isto seja uma vantagem para ti, chateando o humano na altura em que mais está ocupado. Geralmente é-lhes tão frustrante que fazem o que queres, só para se ver livre de ti. Não coincidentemente, os humanos jovens seguem a mesma prática.

Aqui estão alguns métodos testados e eficazes para fazer com que o humano te obedeça:

Sentares-te no papel – Velha, mas resulta. Se o humano tem um papel em frente dele, é provável que seja algo que eles considerem mais importante do que tu. É provável que te ofereçam uma guloseima para te mandar embora. Estabelece a tua supremacia sobre este derivado de madeira em todas as oportunidades que tenhas. Esta prática funciona bem com teclados de computador, controlos remotos, chaves do carro e crianças pequenas.

Acordar o humano a horas estranhas – O melhor tempo de um gato é entre as 3h30 e as 4h30 da manhã. Ao colocar a pata sobre a cara adormecida do teu humano, tens melhores hipóteses de que o humano se levante e, num estado incoerente, faça exactamente aquilo que queres. Podes mesmo ter de arranhar os dorminhocos mais profundos para conseguir a atenção deles. Lembra-te de variar o local onde arranhas para evitar que o humano fique desconfiado.



Castigar o Ser Humano
Por vezes, apesar dos teus melhores esforços, o seu Ser Humanos vai teimosamente resistir a realizar a tua vontade. Nestas circunstâncias extremas, podes ter de punir o teu Ser Humano. Castigos óbvios, tais como arranhar a mobília ou comer as plantas, vão provavelmente dar para o torto – os humanos pouco sofisticados provavelmente interpretam mal estas actividades e podem tentar disciplinar-te a ti. Em alternativa, oferecemos estas subtis mas eficazes opções:


* Usa a caixa de areia durante um jantar formal importante;

* Fixa o olhar no teu humano enquanto ele tenta um interlúdio romântico;

* Coloca-te em cima de um aparelho electrónico importante e simula um ataque de bolas de pêlo;

* Depois do teu humano ver um filme de terror particularmente perturbante, coloca-te no corredor e avança lentamente, a bufar e a miar;

* Enquanto o teu humano está a dormir, deita-te na cara dele.



Recompensar o Humano: Os teus presentes devem estar vivos?
O mundo dos gatos está dividido no que diz respeito à etiqueta de presentear o humano com um animal recentemente estripado. Alguns acreditam que os humanos preferem a prenda já morta, enquanto outros mantém que os humanos gostam tanto como nós de ver um grilo ou roedor a morrer lentamente, dado os seus saltos e movimentos brincalhões ao pegarem nas criaturas depois de terem sido presenteados.

Depois de muito ponderar sobre a psique humana, recomendamos que o animal de sangue frio (grandes insectos, rãs, lagartos, cobras e ocasionalmente minhocas) devem ser oferecidos mortos, enquanto que os animais de sangue quente (aves, roedores e o Lulu da Pomerânia do vizinho) são mais apreciados vivos. Quando vires a expressão da cara do teu humano, sabes que valeu a pena.

Durante quanto tempo deves manter o humano?
Tens a obrigação para com o teu humano de o manter durante uma das tuas nove vidas. As restantes oito, és tu que decides. Recomendamos variar, embora em última análise, a maioria dos humanos (pelo menos aqueles com quem vale a pena viver) são todos iguais. Mas que esperavas? Afinal, são humanos. Os polegares oponíveis só os permitem ir até determinado ponto.”
 
 
retirado de http://arcadenoe.sapo.pt/artigo/excertos_do_livro_o_guia_para_gatos_sobre_seres_humanos_/602

segunda-feira, 31 de maio de 2010

O gato maltês




Era uma vez

Um gato maltês

Tocava piano

E falava francês

Queres que te conte outra vez?


Era uma vez

Um gato maltês

Saltou-te às barbas

Não sei que te fez

Queres que te conte outra vez?


Era uma vez

Um gato maltês

Tocava piano

Falava françês

A dona da casa

Chamava-se Inês

O número da porta era o trinta e três!

Queres que te conte outra vez?


Era uma vez

Uma galinha pedrês

E um galo francês

Eram dois

Ficaram três…

Queres que te conte outra vez?
(A fotografia é da minha gata maltesa, a Tricot, ex-pendura e ex-fera selvagem, agora a "minha mais nova" e melga de meiga. Não fala francês e nem sequer sabe miar como um gato que se preze... Tem qualquer coisa de Nina Simone no miado! Não toca piano, até porque não tenho nenhum em casa... mas sabe abrir portas e tem ataques de cleptomaníaca! Quando chegou (em versão mini) gostava de encarnar uma cobra cuspideira em pleno ataque e ainda não estava há meia-hora na minha casa, já tinha trepado através do esquentador. Sim, através, ou seja, por dentro do mesmo!
Actualmente, o grande perigo é quando ando pela casa a meio da noite...um gato preto, no escuro, a tentar dar turrinhas nas minhas pernas é como uma rasteira feita por um fantasma invisível! Enfim... é a minha gata portátil (os outros são a "orca" e o "elefante"), de rabo em forma de gancho e cuja pupila esquerda nunca fica totalmente contraída, como aliás, dá para ver na fotografia. É a minha enfant terrible!)

sexta-feira, 21 de maio de 2010

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Nome para fera preta!

Já há algum tempo que esta criatura habita na casa a que chamo de lar (ou caos, depende)... e ainda é apelidada de Preta, Rejeitada ou Gata do Demo (em especial quando está a roer algo que não deve)...

Assim, venho pedir ideias para um nome digno de sua excelência:










terça-feira, 11 de agosto de 2009

Panterinhas para adopção




A Pearl e a Pom-Pom foram recolhidas numa rua de Lisboa... Suponho que são irmãs e são duas lindas gatinhas pretinhas de focinho expressivo, de aproximadamente dois meses.
A Pearl tem o focinho um pouco mais largo e é mais exploradora e aventureira. A Pom-pom tem um focinho muito felino, uma autêntica mini-pantera e é muito protectora em relação à irmã. Tem a terminação da cauda em forma de pom-pom, daí o seu nome.
Ambas têm uma manchinha branca no peito.
Estão à procura de um dono que as ame e as trate com a responsabilidade que merecem. As duas já comem ração e vão à areia desde o dia em que chegaram.
Para quem estiver interessado: Rita telf: 963508272 ou rita.paraiso@gmail.com

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Gatinhos a precisar de lar - adoptados!!!



Se tem disponibilidade e carinho para dar, se gosta de bigodes e focinhos meigos, um destes gatinhos pode ser para si!Ambos foram apanhados nas ruas de Lisboa, e embora não sejam irmãos, são ambos lindos e merecedores de um bom lar. O menino preto tem pouco mais de um mês e é muito carente. O tigradinho é um pouco mais velho (2 meses) e tem umas lindas riscas cor de café com leite. Ambos precisam de um bom colo onde possam fazer o seu ron-ron. O meu contacto é o 963508272 (Rita), se estiver interessado, telefone.


























segunda-feira, 18 de maio de 2009

Gatinho falsamente acusado!

A minha casa continua em estado de sítio, mas ligeiramente mais calma...
Há pouco mais de uma semana foram aqui acolhidos três gatinhos (ou direi três esqueletos de gato) que o homem (com um H muito minúsculo) condenara à pena máxima, pelo crime de simplesmente existirem... Várias foram as pessoas que se comoveram, e entre tantos bichinhos que esperavam o momento fatal, estes três foram resgatados pela sorte de serem meiguinhos... Uma senhora de nome doce organizou e até mim chegaram as três amostras de criaturas!
Ao longo dos dias, dois foram entregues a melhores sortes do que a que lhes haviam destinado. O terceiro, uma pantera negra de olhos carentes ainda cá se encontra. Chegou ranhoso, constipado, coberto de feridas e crostas, com os olhos inflamados e de ossos salientes. O pêlo não tinha brilho e o passo era incerto e frágil. Hoje é um senhor gato! Brinca, salta, e clama por atenção constantemente (o que me parte o coração, pois como tem de estar separado dos meus gatos, tenho um gato a olhar pela janela, a espreitar atrás de uma orquídea amarela a miar por mimo, impedido de ter direito àquilo que observa os outros terem...).
Ora hoje cheguei a casa e pensei que o cheiro fedorento que vinha da cozinha (onde se encontra o meigo gatinho) tivesse proveniência numa certa marcação de território (o menino ainda conserva os seus tin-tins, mas por pouco tempo)...
Gatinho inocente! Afinal o cheiro provinha de umas cebolas esquecidas no fundo do armário, empestando o ambiente! E o falsamente acusado gatinho foi compensado por um festim de mimos e comidinha, a que tem um direito bem merecido!

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009



Sim, desde Setembro houve um novo salto na minha existência...Justifica, em parte, a minha ausência "literária".
Já há algum tempo que queria uma nova gatinha...Ainda em Setembro ou já em Outubro, iniciei a minha busca no canil municipal da nossa pobre capital. Experiência que jamais esquecerei e pelas piores razões possíveis. Não me irei alongar muito na sua descrição, não vá ser acusada de difamação e dada como acusada por simplesmente descrever aquele antro (é verdade, não seria a primeira! Democracia?!)... Sai de lá "de mãos a abanar" (e o coração a pesar), pois: 1º-não haviam bebés; 2º-os bebés que existiam teriam de esperar os oito dias para serem adoptados e, finalmente, 3º-os bebés existentes estavam doentes e precisavam de ser vistos pelo veterinário (depois de os ver, calculo que sim, que seja um facto).
Andei a passear pelas ruas de Lisboa em busca DA GATA, arrastando amigos e família na minha demanda...sem sucesso!
Fui à União Zoófila, apresentaram-me as instalações sem qualquer dificuldade e vi os gatinhos existentes (alguns eram verdadeiros poços de mel). Não havia bebés, e confesso que tinha receio de como a Scaramouche iria reagir a um gatito já adulto. Se fosse hoje, adoptaria um adulto sem problemas, mas nunca tinha tido mais do que um gato na vida (aliás, a Scaramouche foi a estreia!).
Sai de lá entristecida, pensando que talvez não fosse a hora certa, que talvez tivesse de esperar até surgir a esperada gatinha...
Na mesma tarde (dia 25 de Outubro de 2008), e aproveitando a presença da famelga em Lisboa, fomos visitar a Exposição Felina Mundial, patente no Pavilhão Atlântico... A minha mãe tentava animar-me: "quando menos esperares, cai-te um gato nas mãos!"...Blábláblá
Aproximamo-nos da entrada e vejo duas raparigas com cestos de verga. No seu interior: gatinhos rafeirinhos (como se quer!).
-"São para adoptar?" pergunto, em simultâneo com o toque do telemóvel da rapariga.
-"Sim, segura aqui!" e passa-me para os braços o meu gatinho, caído do céu... Pequeno, minúsculo, preto-e-branco (gatinho-vaca, que eu antes não apreciava), rapaz (também não era o pretendido, mas nestas coisas é o gato que escolhe o dono) e senhor de uns olhos muito castanhos e carentes. Apaixonei-me, claro!
Alguém tinha deixado a ninhada à porta da rapariga, que aproveitou a exposição para tentar dá-los. Vi a exposição num instante e quando sai trouxe comigo aquele ser amedrontado através do Vasco da Gama (pobre coitado, ainda passámos por um grupo histérico de adolescentes vestidos a rigor a berrar Tokio Hotel, que, porém, ficaram encantados com o bichinho).
Já algum tempo passou desde então...deu-se a integração com a Scaramouche e na casa...Posso dizer que desde o segundo dia que é dono e senhor do lar. Deixo algumas fotos do meu gatinho-pombo (passa a vida a “arrulhar”).

quarta-feira, 19 de março de 2008

Recordações de infância


Tardes solarengas passadas com a minha mãe...ambas sentadas no chão da sala do 1º andar, o chão de tacos de madeira forrado com folhas desdobradas de panfletos coloridos de supermercados. Sobre elas, os vasos e o saco de terra.

A missão era reenvasar alguma planta cuja raízes cresceram demais para o pequeno vaso onde se encontravam (será o paralelo à nossa humana busca de novos horizontes? Uma incessante busca de novos conhecimentos, novos espaços, novos sais minerais para a alma?).Um vaso maior, cacos para o fundo ou apenas papel e terra para o ocupar o espaço vazio e "voilá"!



Outras vezes, mais raras, a missão era mais arrojada: semear um bolbo ou uma estaca! Algo novo que se origina de qualquer coisa velha (sem qualquer conotação negativa no "velha")...



São recordações que confortam, relaxam e acarinham... Tenho gravadas a imagem do reflexo do sol no soalho, a sensação do ar fresco vindo da varanda de portas abertas, o meu sentir de aprendiz a ver uma grande maga realizar a sua magia.



Hoje sou eu que coloco as folhas no chão da minha sala, num estranho ritual sem o notar. Não recebo o maravilhoso e acolhedor sol do Algarve e infelizmente a minha casa em Lisboa não tem a sala mais iluminada... Mas tenho vasos, terra e papeis. Sementes, bolbos e estacas! Alguns apetrechos mais, porque o tecnicismo assim o pediu. Tenho, também, alguma dificuldade acrescida: uma gata marada a atacar tudo o que é verde e tudo o que é terra. E na verdade todas as sementes e até as minhas mãos. Doce criatura demoníaca!



Mas é com orgulho que a cada pessoa, amigo ou conhecido, que vem ao meu "lar, caótico lar", passado o embaraço pela desarrumação quase constante, faço então uma visita guiada pela varanda, atravessando o meu quarto-gincana. Mostro a pequena estufa, o canteiro das trepadeiras, a zona das plantas aromáticas e os restantes canteiros e vasos e os planos que contêm. Não falo de um quintal, mas de uma muito organizada varanda de prédio.



Depois retomo à sala, onde explico a minha colecção de orquídeas e restantes plantas existentes.



Outrora aprendiz, hoje sou um pouco mais.



Os nossos pais são o nosso espelho e nós o seu reflexo, mesmo que por vezes essa imagem seja de difícil percepção. É um pensamento assustador quando juntamos a crise de gerações ("que roupa é essa?!" ouvi tantas vezes...), mas após uma introspecção distanciada vemos o quanto herdamos...até a desarrumação (estou convencida, portanto, que com o tempo serei mais organizada, não totalmente, mas um pouco mais!).