Ao contrário do pensado, venho desabafar sobre outro tema que não a ultra-interessante Mafalda Veiga!
A SIC, no programa Aqui e Agora (quinta-feira, dia 23), vai fazer um debate sobre as Touradas. Entretanto, está aberta a polémica na SIC Online:
http://sic.aeiou.pt/ProgramasInformacao/Templates/Article.aspx?NRMODE=Published&NRNODEGUID={ECC76B36-B078-4F1E-9D60-1906A39B2D71}&NRORIGINALURL=/online/noticias/programas/aquieagora/Artigos/Direitos+dos+Animais.htm&NRCACHEHINT=Guest&d=4/22/2009%2012:41:38%20PM
Apelo ao voto consciente no SIM (atenção à forma enganadora como a pergunta está construída).
Não me vou alongar em discursos óbvios, acho que quem vê um animal a sangrar e um público a aplaudir não precisa de justificação maior. Lembro apenas que se trata da imagem que o nosso país transmite, e deixo a questão: querem ser representados como um bando de sanguinários sádicos? Eu não! Trago ainda na memória a triste figurita do nosso antigo Presidente da República, Jorge Sampaio ao aprovar a "excepção" de Barrancos...
quarta-feira, 22 de abril de 2009
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Viagem a Mértola II
Isto vai tudo devagar, devagarinho...Daqui a um ano estou a colocar as fotos finais deste passeio! Bem, afinal sempre foi uma viagem ao Alentejo, vai-se a ver e fiquei "contagiada"! 

Para passear pelo interior alentejano, sem dúvida que a Primavera é das melhores alturas: não está demasiado calor, porém o frio/chuva não impossibilitam a caminhada. Para apreciadores da Natureza, torna-se uma verdadeira tela de cores e cheiros...As estevas tomam conta da paisagem naquela zona (assim como de parte do Algarve), tornando-a característica e muito única (diferente da típica paisagem alentejana).
Para os apreciadores de caminhadas/passeios pedestres, aconselho vivamente uma visita ao Pulo do Lobo. Deixem o carro o mais longe que conseguirem, mas se forem dos preguiçosos, podem deixar junto ao portão da Herdade do Pulo do Lobo (atenção que têm de fechar o portão, trata-se de uma propriedade privada, e tentem deixar o ambiente tal como o encontraram, é um luxo podermos ir a um sitío assim, é preciso, portanto, preservá-lo). As fotografias não fazem justiça ao cenário! A imensa força das águas, o som produzido, as escarpas marcadas, tudo nos relembra da nossa efémera condição humana.
Uma outra caminhada interessante pode ser feita nas ruínas das Minas de S. Domingos. Tétrico, no minímo, desde as águas contaminadas à cor avermelhada de todo o cenário. Vale a pena, mas cuidado com os pesadelos!
Para passear pelo interior alentejano, sem dúvida que a Primavera é das melhores alturas: não está demasiado calor, porém o frio/chuva não impossibilitam a caminhada. Para apreciadores da Natureza, torna-se uma verdadeira tela de cores e cheiros...As estevas tomam conta da paisagem naquela zona (assim como de parte do Algarve), tornando-a característica e muito única (diferente da típica paisagem alentejana).
Para a próxima irei então desabafar no porquê de odiar a Mafalda Veiga! É fácil, o mais difícil será mesmo não a detestar profundamente (escrito de forma a ser simpática).
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Atitude muito pouco solidária
Parece que o Banco Alimentar Contra a Fome considera que os seus voluntários/dadores podem ficar ofendidos por existir um Banco Alimentar Animal!!! Beneficiência não suporta "concorrência"?!
http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=131724
http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=131724
terça-feira, 24 de março de 2009
Viagem a Mértola
"Em pleno Baixo-Alentejo, talvez perto de Beja, no meio dos montados e azinheiras, uma ave de rapina plana as longas asas cor-de-breu. Um voo elegante, mas não de quem vigia o solo abaixo. É o percurso do caçador satisfeito, directo a algum sítio habitualmente seu. Nas suas garras denota-se o perfil de um pequeno roedor, distinguindo-se as suas patinhas pendentes e a cauda inerte. Um assassínio para permitir outra vida. Tão cruel! E mais cruel se afigura pela beleza inerente à imagem. Cruel!"
terça-feira, 17 de março de 2009
Fim-de-semana nos Reino dos Algarves
Namaskar!
Rever velhos amigos, há muito ausentes, mas, de uma forma ou outra, sempre parte de quem sou (e espero o mesmo papel nas suas histórias)... As mesmas músicas, caras e sítios, outros como novidades bem-vindas.
Sabe sempre bem voltar às origens! Não trouxe fotografias, mas trouxe vontade de mais!
Rever velhos amigos, há muito ausentes, mas, de uma forma ou outra, sempre parte de quem sou (e espero o mesmo papel nas suas histórias)... As mesmas músicas, caras e sítios, outros como novidades bem-vindas.
Sabe sempre bem voltar às origens! Não trouxe fotografias, mas trouxe vontade de mais!
quinta-feira, 5 de março de 2009
Março
Chegou um novo mês...Um dos meus favoritos, mês da Primavera, mês do Renascimento e do iniciar do ciclo. Para dar as boas-vindas a este mês de Março, deixo aqui alguns provérbios e ditados populares sobre o mesmo.

Porém, e porque achei interessante ter uma nova visão sobre o que são os provérbios em si, cá vão umas definições que encontrei:
Ditame, do Lat. dictamen, s. m., máxima de moral, de prudência; aquilo que a consciência e a razão ditam; ordem; aviso; regra; doutrina.
Provérbio, do Lat. proverbiu, s. m., máxima expressa em poucas palavras, tendo-se popularizado; sentença moral; adágio; rifão; ditado, anexim; pequena comédia em que se desenvolve um rifão ou sentença moral.
No que diz respeito aos ditos populares relativos a Março, é de salientar a dualidade presente em muitos deles...Sem mais delongas...

Porém, e porque achei interessante ter uma nova visão sobre o que são os provérbios em si, cá vão umas definições que encontrei:
Ditame, do Lat. dictamen, s. m., máxima de moral, de prudência; aquilo que a consciência e a razão ditam; ordem; aviso; regra; doutrina.
Provérbio, do Lat. proverbiu, s. m., máxima expressa em poucas palavras, tendo-se popularizado; sentença moral; adágio; rifão; ditado, anexim; pequena comédia em que se desenvolve um rifão ou sentença moral.
No que diz respeito aos ditos populares relativos a Março, é de salientar a dualidade presente em muitos deles...Sem mais delongas...
- Março trovejado, ano melhorado.
- Quando o Outubro for erveiro, guarda para Março palheiro.
- Em Março, tanto durmo como faço.
- Março amoroso, faz ano formoso.
- Março, marçagão, manhã de Inverno, tarde de Verão.
- Vinho de Março, nem vai ao cabaço.
- Março marçagão: pela manhã, cara de anjo; à noite, cara de ladrão."
- O vinho que nasce em Março fica no regaço.
- Água em Março quanta o gato molhe o rabo.
- Por S. Matias, antes de Março cinco dias, salta a boga na cascalheira.
- Em Março espetam-se as rocas e sacham-se as hortas.
- Entre o Março e o Abril, o cuco há-de vir.
- Podar em Março, é ser madraço!
- Poda em Março, vindima no regaço.
- A mulher de Março traz o cesto no braço.
- Quem em Março não merenda, aos mortos se encomenda.
- Março marçagão, de manhã cara de cão à tarde de rainha e à noite de fuinha.
- Março marçagão, de manhã cara de carvão e à tarde sol de Verão.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Sim, desde Setembro houve um novo salto na minha existência...Justifica, em parte, a minha ausência "literária".
Já há algum tempo que queria uma nova gatinha...Ainda em Setembro ou já em Outubro, iniciei a minha busca no canil municipal da nossa pobre capital. Experiência que jamais esquecerei e pelas piores razões possíveis. Não me irei alongar muito na sua descrição, não vá ser acusada de difamação e dada como acusada por simplesmente descrever aquele antro (é verdade, não seria a primeira! Democracia?!)... Sai de lá "de mãos a abanar" (e o coração a pesar), pois: 1º-não haviam bebés; 2º-os bebés que existiam teriam de esperar os oito dias para serem adoptados e, finalmente, 3º-os bebés existentes estavam doentes e precisavam de ser vistos pelo veterinário (depois de os ver, calculo que sim, que seja um facto).
Andei a passear pelas ruas de Lisboa em busca DA GATA, arrastando amigos e família na minha demanda...sem sucesso!
Fui à União Zoófila, apresentaram-me as instalações sem qualquer dificuldade e vi os gatinhos existentes (alguns eram verdadeiros poços de mel). Não havia bebés, e confesso que tinha receio de como a Scaramouche iria reagir a um gatito já adulto. Se fosse hoje, adoptaria um adulto sem problemas, mas nunca tinha tido mais do que um gato na vida (aliás, a Scaramouche foi a estreia!).
Sai de lá entristecida, pensando que talvez não fosse a hora certa, que talvez tivesse de esperar até surgir a esperada gatinha...
Na mesma tarde (dia 25 de Outubro de 2008), e aproveitando a presença da famelga em Lisboa, fomos visitar a Exposição Felina Mundial, patente no Pavilhão Atlântico... A minha mãe tentava animar-me: "quando menos esperares, cai-te um gato nas mãos!"...Blábláblá
Aproximamo-nos da entrada e vejo duas raparigas com cestos de verga. No seu interior: gatinhos rafeirinhos (como se quer!).
-"São para adoptar?" pergunto, em simultâneo com o toque do telemóvel da rapariga.
-"Sim, segura aqui!" e passa-me para os braços o meu gatinho, caído do céu... Pequeno, minúsculo, preto-e-branco (gatinho-vaca, que eu antes não apreciava), rapaz (também não era o pretendido, mas nestas coisas é o gato que escolhe o dono) e senhor de uns olhos muito castanhos e carentes. Apaixonei-me, claro!
Alguém tinha deixado a ninhada à porta da rapariga, que aproveitou a exposição para tentar dá-los. Vi a exposição num instante e quando sai trouxe comigo aquele ser amedrontado através do Vasco da Gama (pobre coitado, ainda passámos por um grupo histérico de adolescentes vestidos a rigor a berrar Tokio Hotel, que, porém, ficaram encantados com o bichinho).
Já algum tempo passou desde então...deu-se a integração com a Scaramouche e na casa...Posso dizer que desde o segundo dia que é dono e senhor do lar. Deixo algumas fotos do meu gatinho-pombo (passa a vida a “arrulhar”).
Já há algum tempo que queria uma nova gatinha...Ainda em Setembro ou já em Outubro, iniciei a minha busca no canil municipal da nossa pobre capital. Experiência que jamais esquecerei e pelas piores razões possíveis. Não me irei alongar muito na sua descrição, não vá ser acusada de difamação e dada como acusada por simplesmente descrever aquele antro (é verdade, não seria a primeira! Democracia?!)... Sai de lá "de mãos a abanar" (e o coração a pesar), pois: 1º-não haviam bebés; 2º-os bebés que existiam teriam de esperar os oito dias para serem adoptados e, finalmente, 3º-os bebés existentes estavam doentes e precisavam de ser vistos pelo veterinário (depois de os ver, calculo que sim, que seja um facto).
Andei a passear pelas ruas de Lisboa em busca DA GATA, arrastando amigos e família na minha demanda...sem sucesso!
Fui à União Zoófila, apresentaram-me as instalações sem qualquer dificuldade e vi os gatinhos existentes (alguns eram verdadeiros poços de mel). Não havia bebés, e confesso que tinha receio de como a Scaramouche iria reagir a um gatito já adulto. Se fosse hoje, adoptaria um adulto sem problemas, mas nunca tinha tido mais do que um gato na vida (aliás, a Scaramouche foi a estreia!).
Sai de lá entristecida, pensando que talvez não fosse a hora certa, que talvez tivesse de esperar até surgir a esperada gatinha...
Na mesma tarde (dia 25 de Outubro de 2008), e aproveitando a presença da famelga em Lisboa, fomos visitar a Exposição Felina Mundial, patente no Pavilhão Atlântico... A minha mãe tentava animar-me: "quando menos esperares, cai-te um gato nas mãos!"...Blábláblá
Aproximamo-nos da entrada e vejo duas raparigas com cestos de verga. No seu interior: gatinhos rafeirinhos (como se quer!).
-"São para adoptar?" pergunto, em simultâneo com o toque do telemóvel da rapariga.
-"Sim, segura aqui!" e passa-me para os braços o meu gatinho, caído do céu... Pequeno, minúsculo, preto-e-branco (gatinho-vaca, que eu antes não apreciava), rapaz (também não era o pretendido, mas nestas coisas é o gato que escolhe o dono) e senhor de uns olhos muito castanhos e carentes. Apaixonei-me, claro!
Alguém tinha deixado a ninhada à porta da rapariga, que aproveitou a exposição para tentar dá-los. Vi a exposição num instante e quando sai trouxe comigo aquele ser amedrontado através do Vasco da Gama (pobre coitado, ainda passámos por um grupo histérico de adolescentes vestidos a rigor a berrar Tokio Hotel, que, porém, ficaram encantados com o bichinho).
Já algum tempo passou desde então...deu-se a integração com a Scaramouche e na casa...Posso dizer que desde o segundo dia que é dono e senhor do lar. Deixo algumas fotos do meu gatinho-pombo (passa a vida a “arrulhar”).
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