segunda-feira, 17 de março de 2008

Viagens...





Viajar permite-nos explorar, crescer e, porque não dizê-lo, valorizar a nossa terra e base de vivências. Como tal, começo por recordar uma das minhas melhores viagens, uma autêntica road-trip pela Galiza.

No meio do caos onde se encontravam as nossas vidas (chaminés a ruir incluídas), um único, heterogéneo e estranho grupo de amigos resolveu ir à aventura no curto tempo disponível. Perdemo-nos, delirámos, encontrámos um pouco mais do que somos...
Fomos na nossa pequena "peregrinação", sem rota traçada, sem reservas feitas. Passámos por praias fabulosas, outras nem tanto, fomos atacados por gaivotas (animais ferozes, esses), tivemos o nosso momento espiritual em Santiago de Compostela (talvez espiritual não seja a palavra certa), dançámos nas ruas, dormimos em tendas e beliches, assustámo-nos com o poder dos dolmens no meio da noite e vimos a tristeza de uma paisagem queimada.
Como recepção calorosa à nossa terra passámos pelo nosso maravilhoso Alto Trás-os-Montes. Tivemos os melhores anfitriões (o meu eterno obrigada!) e tendo como pano de fundo aquela maravilhosa vegetação e aldeia (Montalegre, um tesouro escondido) ganhei o gosto e saudade daqueles cogumelos.
Foi em 2006 que partimos, mas não é raro lá voltar, basta uma fotografia, uma conversa, um prato de tapas...

1 comentário:

macedo disse...

Hoje é a minha primeira vez… é verdade Rita, hoje é a primeira vez que faço algum comentário nesta tua blogesfera… quase, quase a tua bolha actimel! Rui Miguel, aka Rui do Teatro graças à minha querida amiga Rititi, (Eu sei que odeias… confesso, aqui e agora, que não sou nada fã de Rui do Teatro! Now we are even!), veio “postar” um comentário!
Foi com um grande espírito de aventura, leia-se: sem nada preparado e um cartão Multibanco que veio a expirar de prazo a meio da viagem, que decidi não voltar atrás com a palavra e, com os meus melhores amigos, parti rumo ao que se tornou uma das viagens da minha vida! Vi alguns monumentos em circunstâncias, consideradas pela maioria, normais. Outros, como um dólmen, foram visitados de lanterna, em horas menos adequadas para o efeito. Foi giro! Também joguei ténis de noite, embora não visse a bola ouvia-a, e isso era que chegue para mim e para o Bruno. Mergulhei em piscinas mais sujas que o rio Tejo! Joguei às cartas e descobri que tenho uma aptidão natural… a aptidão de irritar certas e determinadas pessoas por estar sempre a ganhar!
Muito, mas mesmo muito mais, haveria a contar sobre essa viagem louca. Mas como diz a Rita, basta uma imagem, ou mais propriamente os mil out doors espalhados por este país a dizer: venha descobrir Santiago de Compostela! Nós descobrimos!
R.M.