segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Fuga das citadinas

Ando com vontade renovada de fugir para o campo! Não uma fuga de fim-de-semana, essas tenho tentado manter... Estou, na realidade, com apetites migratórios!
Sim, tenho um lado urbano e citadino que anda a ancorar-me a este betão todo... Gosto da acessibilidade de produtos/serviços e sobretudo de opções de formação! Quando abro o email tenho sempre milhentas newsletters nas mais distintas áreas e devoro o que me interessa experimentar e o que posso (ai o binómio dinheiro/tempo!). E isso sim, é difícil ter fora da urbe!
Outra coisa que me tem dado que pensar respeita à qualidade de vida campo/cidade. Aquilo que condiciona grandemente o meu viver e que faz com que continue a resmungar "raios-que-moro-na-porra-de-um-pombal!" são as horas de viagem que teria de despender por dia para deslocar-me de e para o trabalho. Detesto perder tempo ou perder vida atrás de um volante!!! É que é uma inutilidade tal! Comboio, metro, etc... é outra conversa...quem tem escolioses por andar com um livro-tamanho-família dentro da mala pois nunca se sabe quando se tem um tempinho livre para ler, sabe do que falo!
E, por último, no entanto relacionado com as anteriores, receio o isolamento social que viver longe poderia trazer-me... Estou habituada a ter a casa cheia! Gosto de sair quando me dá na tola e ir ter com alguém. Gosto de estar a "15 minutos e 'tou aí!",

E é nestas alturas que canto... "Meu rico Algarve, do céu azul!"..

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Outra vez...

Esta manhã dei por mim sentada na cama durante uma infinidade de minutos-não-úteis! Num processo de negação, agarrava as calças com a mão direita e olhava para o vazio.Como foi difícil tirar o robe quentinho e acolhedor!
A verdade é que não foi caso único...não foi motivado pela escuridão lá fora nem se deveu ao chamamento dos lençóis (sereias fabricadas em tecido!). Simplesmente não queria! E não quero...

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Palavras doces...

Ele: Tens uma pestana perto do olho, cuidado!
Eu: Onde? Tira!!!
Ele: Ah, afinal era uma ruga!
Eu: Uma ruga?! Epá, és um querido, tu!
Ele: E deves andar a precisar de chorar...estás com uns papos gigantes!

Nada melhor que umas palavrinhas doces para facilitar o SPM!

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Remember...it's all in your head!


Ahhhhhhhhhhh...como eu adoro os mutts!

Roda dentada

Passamos tanto tempo em actividades mecanicistas, automáticas. Impostas ou por escolha, raramente fazemos o que deveria ser a razão do nosso ser: viver de forma consciente!

Ora...as actividades que nos abstraem são constantes, estamos em "modo-automático" ao ver televisão, na Internet, num jogo de computador...realidades que não são de facto a nossa própria vida. Não vivenciamos o que vemos num ecrã, estamos simplesmente entretidos! Ausentes, a passar pela vida como diria Pessoa. E sim, eu faço-o, mas quantas horas da minha vida já passei assim? Demasiadas! Cada vez penso que esse tempo não é conhecimento, não acrescenta nada de novo ao Universo ou a mim mesma... Sabe bem, sim, sabe. E aí está a questão: Porque motivo ausentarmos-nos de nós mesmos sabe bem? Porque motivo sentimos necessidade de fugir do aqui e do agora?

Hoje vou deixar a televisão desligada...

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Desligar!

Sempre achei que  para manter a sanidade mental era fundamental carregar o botão no OFF quando se sai do local de trabalho!
Mas está difícil....tão difícil!

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Leituras

Acabei de ler a Quinta dos animais do George Orwell (que alguns podem conhecer com o título de "O Triunfo dos Porcos"). Foi um livro particularmente especial para mim, e confesso que estava ansiosa para o ler já há uns bons anos. Quando era pequena (e quando digo pequena é mesmo mini, pois ainda mal sabia ler as legendas), assisti na televisão, juntamente com a minha avó, ao filme em animação baseado neste livro. Ora, para uma miúda, espectava apenas ver bonecos animados com animaizinhos duma quinta. ERRADO! A história marcou-me de tal modo que nunca mais esqueci a frase "Somos todos iguais, mas uns são mais iguais que os outros". Porém, a cena que mais me marcou foi quando o burro foi levado para uma fábrica para virar sabão! A imagem ficou-me marcada...e o que eu chorei na altura!!! E disfarçadamente, claro, que era para a avó não ver! Sinceramente, acho que a minha avó também esperava os típicos bonecos animados da altura...uma espécie de Fábulas da Floresta Verde... ERRADO!

Ora, voltando ao livro, George Orwell (de seu verdadeiro nome Eric Arthur Blair) criticou de uma forma alegórica e extremamente inteligente o nascimento e evolução do socialismo soviético. Sendo lançado em 1945, data dos pezinhos de lã, foi uma pedrada no charco inglês, em que comentar negativamente o regime soviético era algo "politicamente incorrecto", ao contrário da critica constante ao próprio governo inglês (ring a bell!?!).
Se gostei do filme, do livro, amei! Pesado, ácido, duro... muitíssimo bem escrito! E claro, dei por mim a chorar baba e ranho quando o cavalo foi "enviado para o hospital dos humanos". Sou uma lamechas! Será que no filme também era um cavalo e eu é que pensei que era um burro?!


Continuando na literacia, estou a ler "As últimas horas da antiga luz do sol", de Thom Hartmann. Como este livro chegou até mim, é um mistério! Agarrei-o perdido por casa e como não sou de me fazer esquisita, toca a ler. Quando me apercebi que o tema era a ecologia e a situação ambiental actual, fiquei convencida de que era da minha companheira de casa (Eng. do Ambiente), mas nop, não é! Como entrou na minha casa, desconheço, mas até agora está a ser muito, mas mesmo muito bem-vindo!