segunda-feira, 13 de abril de 2009

Atitude muito pouco solidária

Parece que o Banco Alimentar Contra a Fome considera que os seus voluntários/dadores podem ficar ofendidos por existir um Banco Alimentar Animal!!! Beneficiência não suporta "concorrência"?!

http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=131724

terça-feira, 24 de março de 2009

Viagem a Mértola











"Em pleno Baixo-Alentejo, talvez perto de Beja, no meio dos montados e azinheiras, uma ave de rapina plana as longas asas cor-de-breu. Um voo elegante, mas não de quem vigia o solo abaixo. É o percurso do caçador satisfeito, directo a algum sítio habitualmente seu. Nas suas garras denota-se o perfil de um pequeno roedor, distinguindo-se as suas patinhas pendentes e a cauda inerte. Um assassínio para permitir outra vida. Tão cruel! E mais cruel se afigura pela beleza inerente à imagem. Cruel!"

terça-feira, 17 de março de 2009

Fim-de-semana nos Reino dos Algarves

Namaskar!

Rever velhos amigos, há muito ausentes, mas, de uma forma ou outra, sempre parte de quem sou (e espero o mesmo papel nas suas histórias)... As mesmas músicas, caras e sítios, outros como novidades bem-vindas.
Sabe sempre bem voltar às origens! Não trouxe fotografias, mas trouxe vontade de mais!

quinta-feira, 5 de março de 2009

Março

Chegou um novo mês...Um dos meus favoritos, mês da Primavera, mês do Renascimento e do iniciar do ciclo. Para dar as boas-vindas a este mês de Março, deixo aqui alguns provérbios e ditados populares sobre o mesmo.

Porém, e porque achei interessante ter uma nova visão sobre o que são os provérbios em si, cá vão umas definições que encontrei:



Ditame, do Lat. dictamen, s. m., máxima de moral, de prudência; aquilo que a consciência e a razão ditam; ordem; aviso; regra; doutrina.

Provérbio, do Lat. proverbiu, s. m., máxima expressa em poucas palavras, tendo-se popularizado; sentença moral; adágio; rifão; ditado, anexim; pequena comédia em que se desenvolve um rifão ou sentença moral.



No que diz respeito aos ditos populares relativos a Março, é de salientar a dualidade presente em muitos deles...Sem mais delongas...




  • Março trovejado, ano melhorado.

  • Quando o Outubro for erveiro, guarda para Março palheiro.

  • Em Março, tanto durmo como faço.

  • Março amoroso, faz ano formoso.

  • Março, marçagão, manhã de Inverno, tarde de Verão.

  • Vinho de Março, nem vai ao cabaço.

  • Março marçagão: pela manhã, cara de anjo; à noite, cara de ladrão."

  • O vinho que nasce em Março fica no regaço.

  • Água em Março quanta o gato molhe o rabo.

  • Por S. Matias, antes de Março cinco dias, salta a boga na cascalheira.

  • Em Março espetam-se as rocas e sacham-se as hortas.

  • Entre o Março e o Abril, o cuco há-de vir.

  • Podar em Março, é ser madraço!

  • Poda em Março, vindima no regaço.

  • A mulher de Março traz o cesto no braço.

  • Quem em Março não merenda, aos mortos se encomenda.

  • Março marçagão, de manhã cara de cão à tarde de rainha e à noite de fuinha.

  • Março marçagão, de manhã cara de carvão e à tarde sol de Verão.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009



Sim, desde Setembro houve um novo salto na minha existência...Justifica, em parte, a minha ausência "literária".
Já há algum tempo que queria uma nova gatinha...Ainda em Setembro ou já em Outubro, iniciei a minha busca no canil municipal da nossa pobre capital. Experiência que jamais esquecerei e pelas piores razões possíveis. Não me irei alongar muito na sua descrição, não vá ser acusada de difamação e dada como acusada por simplesmente descrever aquele antro (é verdade, não seria a primeira! Democracia?!)... Sai de lá "de mãos a abanar" (e o coração a pesar), pois: 1º-não haviam bebés; 2º-os bebés que existiam teriam de esperar os oito dias para serem adoptados e, finalmente, 3º-os bebés existentes estavam doentes e precisavam de ser vistos pelo veterinário (depois de os ver, calculo que sim, que seja um facto).
Andei a passear pelas ruas de Lisboa em busca DA GATA, arrastando amigos e família na minha demanda...sem sucesso!
Fui à União Zoófila, apresentaram-me as instalações sem qualquer dificuldade e vi os gatinhos existentes (alguns eram verdadeiros poços de mel). Não havia bebés, e confesso que tinha receio de como a Scaramouche iria reagir a um gatito já adulto. Se fosse hoje, adoptaria um adulto sem problemas, mas nunca tinha tido mais do que um gato na vida (aliás, a Scaramouche foi a estreia!).
Sai de lá entristecida, pensando que talvez não fosse a hora certa, que talvez tivesse de esperar até surgir a esperada gatinha...
Na mesma tarde (dia 25 de Outubro de 2008), e aproveitando a presença da famelga em Lisboa, fomos visitar a Exposição Felina Mundial, patente no Pavilhão Atlântico... A minha mãe tentava animar-me: "quando menos esperares, cai-te um gato nas mãos!"...Blábláblá
Aproximamo-nos da entrada e vejo duas raparigas com cestos de verga. No seu interior: gatinhos rafeirinhos (como se quer!).
-"São para adoptar?" pergunto, em simultâneo com o toque do telemóvel da rapariga.
-"Sim, segura aqui!" e passa-me para os braços o meu gatinho, caído do céu... Pequeno, minúsculo, preto-e-branco (gatinho-vaca, que eu antes não apreciava), rapaz (também não era o pretendido, mas nestas coisas é o gato que escolhe o dono) e senhor de uns olhos muito castanhos e carentes. Apaixonei-me, claro!
Alguém tinha deixado a ninhada à porta da rapariga, que aproveitou a exposição para tentar dá-los. Vi a exposição num instante e quando sai trouxe comigo aquele ser amedrontado através do Vasco da Gama (pobre coitado, ainda passámos por um grupo histérico de adolescentes vestidos a rigor a berrar Tokio Hotel, que, porém, ficaram encantados com o bichinho).
Já algum tempo passou desde então...deu-se a integração com a Scaramouche e na casa...Posso dizer que desde o segundo dia que é dono e senhor do lar. Deixo algumas fotos do meu gatinho-pombo (passa a vida a “arrulhar”).

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

O que há em mim é sobretudo cansaço

O que há em mim é sobretudo cansaço
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.

A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto alguém.
Essas coisas todas -
Essas e o que faz falta nelas eternamente -;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.

Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada -
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...

E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço.
Íssimo, íssimo. íssimo,
Cansaço...

Álvaro de Campos

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Évora...

Fim de semana com uma abençoada temperatura...que desculpa melhor para um passeio ao Alentejo?



Menir dos Almendres (Nossa Senhora de Guadalupe/Valverde). Eu sei, eu sei... pornografia neolítica!


Detalhe de um cardo... Beleza em algo tão rude.



Praça do Giraldo...Quando penso na cidade de Évora é o primeiro sitio do qual me recordo... O centro e pulsar da cidade.








O reconhecimento de uma cidade...





...e uma vista romântica sobre o marco histórico de Évora.